Maple Bear Mogiana (Mogi Guaçu | Mogi Mirim)
/
abr 06, 2026Aprender Brincando: como o Play-Based Learning potencializa o desenvolvimento na Educação Infantil
AUTOR
Taís Guarnieri
ASSUNTO
Educação Bilíngue
TEMPO DE LEITURA
10 min
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Maple Bear Mogiana (Mogi Guaçu | Mogi Mirim)
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abr 06, 2026AUTOR
Taís Guarnieri
ASSUNTO
Educação Bilíngue
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Na Educação Infantil, brincar não é apenas uma forma de entretenimento: é a principal maneira pela qual a criança aprende, se expressa e compreende o mundo ao seu redor. É a partir dessa perspectiva que a Maple Bear desenvolve seu trabalho pedagógico, utilizando o Play-Based Learning (PBL), ou aprendizagem baseada no brincar.
O PBL é uma abordagem que reconhece a criança como protagonista do seu próprio processo de aprendizagem. Em vez de focar exclusivamente em atividades dirigidas e em modelos de ensino centrados apenas na transmissão de conhecimento, essa metodologia valoriza experiências significativas, nas quais a criança aprende por meio da exploração, da curiosidade e da interação com o ambiente, com os colegas e com os professores.
Na rotina da Maple Bear, o brincar é intencional e cuidadosamente planejado, o que significa que, embora as atividades sejam lúdicas, há objetivos pedagógicos claros por trás de cada proposta.
As crianças são convidadas a investigar, experimentar e resolver problemas em diferentes contextos. Em um momento, podem estar construindo uma cidade com blocos; em outro, explorando elementos da natureza, participando de dramatizações ou manipulando materiais diversos. Durante essas experiências, desenvolvem habilidades fundamentais como linguagem, raciocínio lógico, coordenação motora, autonomia e competências socioemocionais.
O papel do professor é essencial nesse processo, pois ele observa, escuta, faz intervenções pontuais e amplia as possibilidades de aprendizagem.
Quando a aprendizagem acontece por meio do brincar, ela se torna mais significativa e duradoura, permitindo que a criança não apenas receba informações, mas também vivencie, experimente e construa conhecimento.
Além disso, o PBL contribui para o desenvolvimento integral, estimulando:
Essas são competências essenciais não apenas para a vida escolar, mas para a vida como um todo.
Dentro dessa proposta, um conceito que enriquece ainda mais o brincar é o uso de loose parts — materiais soltos, não estruturados, que podem ser manipulados de diversas maneiras.
Recentemente, tivemos a oportunidade de aprofundar esse olhar a partir da contribuição de uma especialista canadense que esteve na escola, Ms. Laura Garvey, trazendo reflexões importantes sobre como potencializar o brincar.
Os loose parts podem ser elementos naturais, como pedras, galhos e folhas, ou objetos do cotidiano, como tampinhas, tecidos, caixas e peças diversas. O diferencial desses materiais está no fato de que eles não têm uma função única definida — quem atribui sentido a eles é a própria criança.
Um exemplo muito significativo aconteceu em uma de nossas propostas com a turma do JK (Junior Kindergarten), utilizando massinha e palitos de sorvete. Com materiais simples e sem instruções pré-definidas, cada criança construiu algo único: uma delas criou um “porco-espinho”, explorando equilíbrio e encaixe; outra imaginou e montou um “halter de academia”, trazendo referências do seu cotidiano; enquanto outra se dedicou à construção de uma estrutura tridimensional, testando formas, sustentação e possibilidades.
Essas experiências evidenciam como, diante de materiais abertos, a criança não apenas brinca — ela investiga, testa hipóteses, resolve problemas e expressa seu pensamento de forma concreta e criativa.
Essa liberdade amplia significativamente as possibilidades de aprendizagem e está totalmente alinhada ao Play-Based Learning, pois incentiva a autonomia, a criatividade e o pensamento crítico.
Na Maple Bear, acreditamos que aprender e brincar caminham juntos. Quando oferecemos um ambiente rico em estímulos, com intencionalidade pedagógica e respeito à infância, proporcionamos experiências que realmente fazem sentido para a criança.
O brincar, nesse contexto, deixa de ser visto como algo secundário e passa a ocupar o lugar que lhe é devido: o de principal ferramenta de aprendizagem na Educação Infantil.